Depois da Chevron, é a vez da Modec vazar óleo em águas brasileiras

Como é possível? Em menos de dois meses, dois acidentes envolvendo petróleo e mar em território fluminense. Desta vez foi a Modec, uma dessas empresas milionárias que exploram o petróleo brasileiro. A Baía da Ilha Grande, que inclui a Ilha dos Porcos, a Praia do Bonfim, em Angra dos Reis, e o Saco do Mamanguá, em Paraty, foram atingidos por 10 mil litros de óleo.

 

A secretaria estadual de Meio Ambiente do Rio de Janeiro informou no último sábado (17), que a empresa foi multada em R$ 10 milhões. O que é um absurdo se for levado em consideração a poluição causada por um erro desses. De acordo com o próprio secretário de Meio Ambiente do Rio, Carlos Minc, a área atingida foi pequena, mas muito sensível. Há organismos que podem ter sido destruídos e de forma irreparável. Isso significa que nenhum dinheiro paga essa degradação.

 

Os ferozes empresários do mundo negro do petróleo dirão que o acidente é quase um décimo do ocorrido no mês passado, em campo de exploração da empresa Chevron, no qual vazaram ao menos 380 mil litros de óleo.

 

O Libero Social não esquece, e acredita que tanto uma quanto a outra devem pagar uma multa tão feroz quanto a gana de seus acionistas, o que certamente resultaria na falência da empresa. E o senhor excelentíssimos deputados deveriam votar uma lei para que essa instituições suspendam suas atividades no Brasil, e que não voltem mais.

 

Em meio a toda essa podridão, algo parece ter alento. Para Minc, o acidente acelerou a decisão de implantar uma área de proteção ambiental (APA) marinha na Baía da Ilha Grande.“O governador Sergio Cabral vai assinar [o ato que cria a APA] até o fim de janeiro e isso vai estabelecer normas, planejamento e zonas de exclusão para que os navios petroleiros não ancorem a um quilômetro da Ilha Grande, os navios com minérios não ancorem na área de reprodução das tartarugas e não atropelem os botos cinzas porque, se eles acabarem, vamos ter que tirá-los da nossa bandeira [do município do Rio]”, disse a Agencia Brasil.

 

O secretário também disse que foi negado à Petrobras a expansão do terminal da Baía da Ilha Grande. “Nós não autorizamos essa duplicação. Somos a favor do emprego e do desenvolvimento, mas não queremos que algumas atividades destruam outras, como a pesca, o turismo e a preservação desse riquíssimo e importante ecossistema. Não vamos permitir que a Baía da Ilha Grande vire uma banheira de óleo derramado”.

 

Até a próxima!

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