Naufrágio na Itália pode provocar desastre ambiental

O ministro do Meio Ambiente da Itália, Corrado Clini, pode declarar situação de emergência a qualquer momento. O navio de cruzeiro Costa Concordia encalhou na última sexta-feira (13), próximo à ilha de Giglio, na região italiana da Toscana, com 2,3 mil toneladas de combustível. Há material líquido vazando da embarcação.

 

No dia do encalhe o navio havia deixado o porto de Civitavecchia, ao norte de Roma, com os tanques cheios, rumo a um cruzeiro de uma semana pelo Mediterrâneo.

 

Em entrevista coletiva realizada ontem (16), Clini disse que ainda não é possível confirmar se o vazamento é de combustível, mas adiantou que barreiras de proteção estão sendo instaladas ao redor da embarcação. “O monitoramento continua tomando decisões com o objetivo de evitar os riscos ambientais”.

 

A área onde o navio encalhou próximo a ilha de Giglio, é um parque natural marinho considerado um dos mais importantes ecossistemas do Mediterrâneo. Ele é conhecido por suas águas cristalinas, corais, diversidade da vida marinha e a prática de mergulho.

 

“O risco ambiental na ilha de Giglio é muito, muito alto”, acrescentou o ministro. “O objetivo é evitar o vazamento de combustível do navio. Estamos trabalhando para evitar isso. É urgente e o tempo está se esgotando”, explicou.

 

A embarcação de 290 metros de comprimento permanece sobre um banco de rochas submarinas com entre 15 e 20 metros de água. As equipes de resgate, porém, temem que ela deslize e caia de forma abrupta em águas muito mais profundas.

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