O dinheiro sumiu. E agora? Fiscalização neles!

Os repórteres José Cruz e Vinícius Segalla, do UOL Esporte publicaram uma matéria nesta terça-feira (24), sobre o hipotético desvio de dinheiro público, da ONG Instituto Cidade, de Juiz de fora (MG), oriundo da Lei Federal de Incentivo ao Esporte. A matéria você confere aqui.

 

De acordo com a reportagem, no mesmo dia do recebimento da verba (R$ 2.409.522,44), a ONG transferiu R$ 1,4 milhão para uma “conta de aplicação”, e destinou R$ 1 milhão para “pagamento a fornecedores” e um pagamento de R$ 1 mil. Não há explicação para estas transferências. Assim, a conta do Instituto foi reduzida a R$ 8.519 em apenas três dias de operação (28 a 30 de março de 2011). O Ministério do Esporte e a Polícia Federal estão investigando o caso.

 

O Ministério do Esporte divulgou nota oficial afirmando que, “se confirmados os indícios de irregularidades, ocorrerá a rescisão do convênio, com a conseqüente instauração de Tomada de Contas Especial (TCE)”. Já o líder do Partido Popular Socialista (PPS) na Câmara Federal, Rubens Bueno (PR), ingressou, nesta terça-feira (24), com uma Proposta de Fiscalização e Controle junto à Comissão Representativa do Congresso Nacional, para que seja feita uma investigação no convênio entre o Ministério do Esporte e a ONG Instituto Cidade.

 

Quem trabalha no Terceiro Setor já deve ter se deparado com frases do tipo: “É muita fiscalização em cima das ONGs. Nós fazemos tudo correto” ou “Com tanto político roubando por aí vão pegar no pé justamente com as ONGs“. Espera aí, vamos combinar que não interessa se é um político, uma empresa ou uma ONG, é dinheiro público e como tal, deve ser fiscalizado ao máximo.

 

Essa história de que ONG só faz o bem, e que só há “anjos” no Terceiro Setor é uma mentira. Imagine você, que nesse caso da ONG Instituto Cidade, o Banco do Brasil depositou R$ 2,4 milhões, e que segundo informações da reportagem o dinheiro sumiu em três dias. Esse sumiço se deu em março do ano passado, e esse dinheiro deveria durar até março deste ano.

 

Como uma empresa grande vai destinar recursos para ONGs menores, com absurdos como estes? Como essas empresas irão vincular a sua imagem a esse tipo de absurdo?

 

O Terceiro Setor cresceu. Trazer o profissionalismo empresarial para esta área é fundamental, até porque com o avanço das leis de incentivo, e a consciência das empresas, hoje o Terceiro Setor configura como um mercado. O que não é ruim, assim como não é ruim ganhar dinheiro nesse mercado. Para se ter um bom trabalho é necessário pessoas competentes, é e preciso pagar por elas. O simples assistencialismo, no século XXI não funcionará mais.

 

O problema é que o progresso traz os oportunistas. E é necessário sim, uma fiscalização eficiente. Não é possível mais aceitar as desculpas de que as empresas e os políticos não têm a mesma fiscalização. O Terceiro Setor tem que cuidar das suas próprias contas, da sua responsabilidade e credibilidade independentemente se as empresas ou políticos estão fazendo a coisa certa, ou não.

 

Até a próxima!

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