O velho continente se rende as magrelas

Diferente do que pensa Mônica Waldvogel na matéria publicada aqui, a utilização das bicicletas é algo novo e muito inteligente. Quem diria que a Europa, a maior produtora de carros potentes do planeta, incentivaria o uso das bicicletas. A Alemanha, por exemplo, famosa por suas autoestradas, em que os carros ultrapassam os 200 km/h, criou uma bikeestrada, em que as bicicletas chegam a no máximo 70km/h. E olha que precisa ter uma baita magrela e muita disposição.

 

O projeto Rad B-1 (como é chamada a bikeestrada) ligará as cidades de Duisburg e Dortmund, localizadas na parte ocidental do país. O projeto tem o objetivo de incentivar a população a trocar os automóveis pelas bicicletas, uma vez que a população das duas cidades soma 2 milhões de pessoas, e frequentemente há congestionamentos. Isso gera além de stress, a contaminação da atmosfera.

 

A estrada que deve ficar pronta em 10 anos, terá 60 quilômetros de extensão totalmente planos, com asfalto de qualidade, iluminação noturna, duas faixas em cada sentido, nenhuma curva acentuada e nenhum cruzamento.

 

Os franceses não estão atrás quando o assunto é o incentivo a bicicletas. Em Paris qualquer um pode alugar uma bicicleta pelo sistema Velib. Em janeiro deste ano, o ministro dos Transportes francês, Thierry Mariani, anunciou que vai propor às empresas do país que financiem os gastos com transporte de funcionários que aderirem à bicicleta como meio de transporte para chegar ao trabalho. Em contrapartida, as empresas terão alguma isenção fiscal.

 

Esse tipo de incentivo aos funcionários já é praticado na Bélgica, onde os funcionários recebem nos holerites cerca de 21 centavos de euro a mais a cada quilômetro pedalado.

 

Ao contrário do que pensam os políticos brasileiros, os investimentos no uso das bicicletas tem retorno garantido. Além de preservar o meio ambiente e a saúde, o governo pode economizar bilhões de dólares em programas de redução de gás carbônico na atmosfera.

 

Com certeza ainda existem grandes problemas para a expansão das bikes no Brasil, sobretudo em São Paulo, onde ainda existem ruas estreitas e muitas subidas e descidas, mas é necessário mais vontade política e técnica para pular esses obstáculos.

 

Até a próxima!

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