Manifesto São Paulo Criativa não é só um movimento, mas uma necessidade

Um movimento a favor da cidade de São Paulo está circulando esta semana na internet. Trata-se do Manifesto São Paulo Criativa. Organizado pelo projeto Criaticidades, escrito e assinado por diversas personalidades, que almejam uma discussão efetiva entre os candidatos a prefeitura sobre os problemas da cidade.

A criatividade é a base da economia das cidades mais avançadas no mundo. “Para transformarmos os problemas de São Paulo em soluções, precisamos criar um ambiente onde a criatividade seja valorizada por todos os agentes: governos, pessoas, empresas e organizações. Esse comportamento inovador depende das conexões que a cidade estabelece entre pessoas, bairros, escolas e educadores, para que as boas ideias possam emergir”, diz o manifesto. Para lê-lo na íntegra clique aqui.

O que uma cidade com uma plataforma consistente em Economia Criativa pode gerar? Educação voltada para o empreendedorismo, criação de negócios incubados e solução para diversos problemas na cidade, como por exemplo, a mobilidade urbana e a melhor utilização de espaços ociosos. Só pra citar um exemplo. Mas pra isso é preciso experimentar, é sair do pragmatismo habitual, que infelizmente a cidade teima em permanecer.

A cidade de São Paulo é a referência da América Latina. E não está muito preocupada com isso, tem muito que trabalhar na repetição sistemática de “Tempos Modernos”. Contudo, a picuinha politiqueira que assola a cidade nos últimos tempos, impede o desenvolvimento a passos largos. Porque São Paulo cresce por osmose, mas é preciso que se cresça de forma moderna.

Só pra se ter uma ideia, de acordo com a prefeitura, São Paulo possui:  38% das 100 maiores empresas privadas de capital nacional, 63% dos grupos internacionais instalados no Brasil, 17 dos 20 maiores bancos, 160 teatros, 280 salas de teatro (600 espetáculos teatrais em média por ano), 40 centros culturais, 110 museus, 55 cinemas e a maior universidade do América Latina, a Universidade de São Paulo (USP). E mesmo com tudo isso, não há um Centro Tecnológico, ou Observatório de Economia Criativa.

Portanto pessoal, vamos ficar atentos ao que realmente importa na cidade. O manifesto, assim como o Libero Social, não defende esse ou aquele candidato. Porém, não dá mais pra aceitar que a cidade de São Paulo esteja fora de uma política incisiva de incentivo a Economia Criativa.

Até a próxima!

 

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