São Paulo tem apenas 8 feiras livres com alimentos orgânicos

O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), em parceria com o Fórum Nacional das Entidades Civis de Defesa do Consumidor (FNECDC) e um grupo de organizações que apoiam a comercialização produtos orgânicos, realizou um mapeamento  das feiras de alimentos que vendem esse tipo de alimento. E, não é de se assustar que São Paulo tem oito das 140 feiras livres encontradas no País. Infelizmente a cidade das multinacionais sucumbiu de vez aos trangênicos.

A cidade do Rio de Janeiro conta com 25 feiras orgânicas e agro ecológicas, e é a cidade como o maior número feiras do Brasil. Na sequência estão: Brasília, com 20 feiras; Recife com 18; Curitiba, com 16; São Paulo, com 8 feiras; Campo Grande e Fortaleza, com 2; Belém, Aracaju, Manaus, Natal, Porto Velho, Rio Branco e Maceió só contam com uma. Das capitais pesquisadas só Boa Vista, Cuiabá, Macapá, Palmas e São Luís não tinham nem mesmo uma.

A pesquisa não revelou somente se elas comercializam ou não transgênicos,  mas também os principais alimentos comercializados, o horário de funcionamento e os mecanismos que comprovassem a origem orgânica dos produtos.

A maior parte das feiras livres pesquisada, que somam 115, acontece uma vez por semana, durando de 4 a 6 horas. A única que funciona diariamente é a Feira Orgânica do Jardim Bonfiglioli, em São Paulo.

Os produtos mais vendidos frutas, legumes e hortaliças, mas também é possível encontrar cereais orgânicos e até mesmo produtos processados como laticínios, mel, doces caseiros, sucos, pães, bolos, biscoitos, ervas, temperos, frango e carne bovina.

O que enfraquece o aumento das vendas de produtos orgânicos é o preço. Em média o custo é 60% maior que o dos similares convencionais, nos supermercados a diferença chega a ser 463%. Infelizmente, o “mercado” não leva em conta que esse tipo de produção, que demanda um cuidado maior com o solo, a água, a biodiversidade e mão de obra.

Esse tipo de feira livre estimula a produção local e o pequeno agricultor, o que desenvolve as pequenas economias. Isso gera agricultura sustentável, minimizam os custos com energia e transporte dos alimentos, e ajudam o orgânico a se popularizar. Uma vez que a qualidade dos produtos é inestimável se comparada com a dos transgênicos.

Embora os produtos orgânicos vendidos nessas feiras não possuam o selo SisOrg, que certifica que aquele produto é orgânico. Os pequenos agricultores devem estar vinculados a uma organização de controle social (OCS) cadastrada nos órgãos do Governo. A OCS pode ser uma associação, cooperativa ou consórcio de agricultores, que deve zelar pelo cumprimento dos regulamentos da produção orgânica.

Confira aqui o estudo.

Acesse o mapa aqui.

Afinal, o que são alimentos transgênicos? São produtos criados pela engenharia genética a partir da introdução de genes de determinados organismos (animais ou vegetais) em outros seres vivos que jamais se cruzariam naturalmente. Essa nova tecnologia permite, que alimentos sejam resistentes a pragas e ao transporte, e sua duração também é maior, o que diminui sua perecividade.

Por que eles são ruins? Vamos lá:

– Não existem estudos científicos sobre os impactos do uso de transgênicos no meio ambiente ou na saúde humana para a realidade brasileira.

– Os produtos transgênicos tendem a provocar a perda da diversidade genética na agricultura.

– As alterações genéticas podem fazer surgir as superpragas, além de matar insetos benéficos para a agricultura.

– Os transgênicos podem afetar a vida microbiana no solo e os impactos dos transgênicos na natureza são irreversíveis.

– Poucas multinacionais podem monopolizar a produção de sementes para a agricultura, tornando agricultores brasileiros e o Brasil dependentes de seus interesses.

– As variedades transgênicas não são mais produtivas do que as convencionais ou muitas das tradicionais.

– Os impactos dos transgênicos ao meio ambiente e a saúde não são discutidos abertamente

Até a próxima!

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