A invenção do ano

Recentemente o Libero Social abordou o tema Obsolescência Programada, que trata sobre o previsível tempo de uso dos objetos, e quanto isso é maléfico para o meio ambiente e para a sociedade. Eis que surge nesta semana, o que eu considero a invenção do ano. Uma lâmpada que pode durar até 20 anos.

Isso quer dizer, que se você comprar uma dessas lâmpadas hoje, e seu filho nasça ainda este ano, é possível que quando o seu garotão lhe pedir o carro emprestado, a lâmpada ainda estará lá, iluminado o seu caminho.

Brincadeiras a parte, a lâmpada é um tapa na cara nos perversos empresários, que ainda acreditam que a melhor maneira de ganhar dinheiro é usufruindo em excesso dos bens que a Terra possui.

O produto fabricado pela Philips, venceu a competição Bright Tomorrow (Amanhã brilhante, em português), promovida pelo ministério de Energia do governo americano, que busca de alternativas mais eficientes à lâmpada comum, de 60 watts, com menor consumo de energia.

Os inventores substituíram os filamentos, por diodos emissores de luz (LED, em inglês). A tecnologia LED aumenta a vida útil das lâmpadas, mas também encarece a mercadoria. A invenção custa o nada iluminado preço US$ 60, e já está disponível nos Estados Unidos. Contudo, o custo benefício é bem atraente.

O fabricante está promovendo alguns descontos para tentar popularizar o produto, que pode chegar a custar US$ 20. Porém, a economia vem a longo prazo, uma vez que consome menos energia elétrica, e o consumidor não precisará se preocupar com lâmpadas pelos próximos 20 anos. Como de praxe, ainda não se tem idéia de quando a lâmpada desembarcará nas prateleiras de nossos supermercados.

Para se ter uma idéia da importância dessa invenção, um estudo realizado pelo engenheiro Adriano Luis Costa, chamado Reciclagem de Lâmpadas que contém Mercúrio, para a Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, mostrou que 100 milhões de lâmpadas fluorescentes são produzidas por ano, no Brasil.

De acordo com o estudo, quase metade é trocada anualmente. Assim, 50 milhões de lâmpadas são descartadas, apenas 6% chegam às empresas recicladoras. E somente 8% encontram destinação em aterros sanitários apropriados para receber resíduos com contaminantes tóxicos. Isso significa que 43 milhões de lâmpadas são jogados no lixo, de maneira prejudicial ao meio ambiente e à saúde pública.

Caso a lâmpada realmente faça a cabeça dos consumidores, o descarte desnecessário, a contaminação do solo, o ônus a saúde pública e a obsolescência programada estão com os dias contados!

Até a próxima!

 

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