Ethos, Nossa São Paulo e WWF lançam GT Carvão Sustentável

O Instituto Ethos, a Rede Nossa São Paulo e o WWF-Brasil, com o apoio da Fundação Avina, se uniram na última quinta-feira (12) para criar o Grupo de Trabalho para a Sustentabilidade da Produção de Carvão Vegetal de Uso Siderúrgico no Brasil (GT Carvão Sustentável), que foi lançado durante o seminário “Combate à Devastação Ambiental e Trabalho Escravo na Produção do Carvão Vegetal de Uso Siderúrgico no Brasil”.

Na ocasião, os membros apresentaram uma agenda de compromissos e critérios que nortearão um grupo de trabalho para tornar mais sustentável a cadeia produtiva de carvão vegetal siderúrgico.

Com base na pesquisa Combate à Devastação e ao Trabalho Escravo na Produção do Ferro e do Aço, foram promovidas reuniões com as empresas ligadas à cadeia produtiva do aço, o que levou a um acordo inédito no país: produtoras de ferro-gusa, de aço e de minério de ferro se comprometeram, por meio de uma agenda comum, a unir esforços para erradicar a devastação ambiental e o trabalho escravo de suas cadeias produtivas.

De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que participou do evento, o Brasil teve um aumento de 50% no consumo de carvão vegetal. “Isso fez com que a exploração, que antes era principalmente no Cerrado, se expandisse para outros biomas, como a Amazônia, sobretudo no Pará e no Maranhão. Não tem sentido destruir a biodiversidade para fazer carvão vegetal”, afirmou.

Entre os compromissos assumidos pelo GT estão:

• a definição de princípios e critérios para a produção sustentável de carvão vegetal;

• a criação de protocolos para auditoria;

• a identificação do impacto ambiental causado pela cadeia;

• o estabelecimento de programa de fomento;

• a ampliação da base florestal plantada e manejada para garantir abastecimento de carvão vegetal sustentável até 2020; e

• o acompanhamento da implementação de políticas públicas no setor.

Coincidência ou não…

A indústria nacional do aço se comprometeu, em 3 de abril (9 dias antes da criação do GT Carvão Sustentável), eliminar ao longo dos próximos quatro anos, o consumo de carvão vegetal de origem ilegal. Isto é, a partir de 2016, todo carvão vegetal necessário à produção de aço terá que ser proveniente de florestas plantadas pela própria indústria siderúrgica. E, quando houver necessidade de complementação do insumo, os empresários vão exigir documentos oficiais que comprovem a origem legal do carvão comprado de terceiros.

Ao que parece o GT Carvão Sustentável nem mesmo começou, mas já tem um baita incentivo. Ou será que as siderurgias se movimentaram antes da formação do GT, para que o próprio GT não tivesse mais motivo de existência? Que os membros do GT não esmoreçam! Parece história da conspiração, mas vale estar atento!

Este texto teve informações da Rede Nossa São Paulo e da Agência Brasil.

Até a próxima!

 

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