Governo Brasileiro não tem interesse na Rio+20

Nesta terça-feira (17) o jornal Folha de São Paulo divulgou uma matéria, em que o subsecretário-geral das Nações Unidas, Achim Steiner, critica o Brasil por não se posicionar como líder, na principal conferência da ONU, a Rio+20.

De acordo com a reportagem, assinada por Cláudio Ângelo, o membro da ONU sinaliza que a Rio+20 já começa a ser comparada com a fracassada conferência do clima de Copenhague, em 2009.

Steiner, que é alemão, mas nascido no Rio Grande do Sul, esteve presente em um evento do Ministério do Meio Ambiente, no Rio de Janeiro, em que o assunto principal foi a governança ambiental, um dos eixos da Rio+20.

Em seu discurso, o alemão afirmou que, diferente do que aconteceu na Rio-92, o mundo não está discutindo o meio ambiente, e que a participação efetiva do Brasil transformaria a conferência em uma reunião de cúpula, e não numa simples conferência.

Para se ter uma idéia do problema, o Itamaraty, que conduz a negociação em nome do governo brasileiro perante a Rio+20, não mandou representantes ao evento.

Steiner é diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio ambiente (Pnuma), no qual recentemente a União Européia sugeriu que o programa se tornasse uma agência, que teria o objetivo de intensificar e fiscalizar as ações dos ministérios de meio ambiente. Até o momento, a proposta conta com a adesão de 120 países.

O Brasil ainda não se posicionou a respeito do assunto. O problema é que o governo brasileiro não quer se indispor com os Estados Unidos, por exemplo, que é contra a criação de uma nova agência por motivos óbvios. Porém, os EUA são uma peça fundamental para o sucesso da Rio+20.

O Brasil e os Estados Unidos possuem acordos comerciais muito grandes, isso significa muito dinheiro arrecadado. Então, qualquer alteração nesses acordos pode ser prejudicial financeiramente para o governo brasileiro.

A criação e fortalecimento de uma agência da ONU para o meio ambiente, resultaria em uma pressão absurda sobre os empresário que exploram a Amazônia, por exemplo.

Quanto mais as empresas devastam o Brasil, em nome do desenvolvimento, mais dinheiro é gerado, e mais impostos são arrecadados. Portanto, não é interessante que o Brasil apóie determinadas atividades, que podem comprometer seus cofres.

O fato é que mais uma vez quem vai pagar pela imprudência dos governos é o planeta Terra, juntamente com os moradores que o habitam. Ou seja, nós!

Até a próxima!

 

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