Os adolescentes são o futuro do mundo. Será?

Se o futuro do mundo depender dos adolescentes da África ao sul do Saara, teremos sérios problemas daqui uns anos. Um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Criança (UNICEF), divulgado há poucos dias, mostrou que lá é o pior lugar para um adolescente viver, ou melhor, sobreviver.

De acordo com o estudo Progress for Children: A report card on adolescents (Progressos para as Crianças: Um relatório sobre os adolescentes, em inglês). Mostrou que mais de um milhão de adolescentes são mortos, pela irresponsabilidade dos dirigentes mundiais.

A África ao sul do Saara, considerado pelo estudo um lugar tenebroso, será também o local com mais adolescentes no mundo até 2050, contudo, será o local que mais adolescentes morrerão se as políticas públicas continuarem como estão. Ou seja, o desenvolvimento econômico não está sendo repartido de forma satisfatório para os 1,2 bilhão de adolescentes – meninos e meninas de 10 a19 anos, que o mundo possui.

“Pobreza, status social, gênero ou deficiência impedem que milhões de adolescentes realizem os seus direitos a cuidados de saúde, educação de qualidade, proteção e participação”, disse a Diretora Executiva Adjunta do UNICEF Geeta Rao Gupta. “Este relatório abrangente fortalece a nossa compreensão dos problemas enfrentados pelos adolescentes mais pobres e desfavorecidos. É hora de atender às suas necessidades; eles não devem ser deixados para trás”.

Note-se que diferente do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), do Brasil, adolescentes são todos os indivíduos de 12 a17 anos. Porém, a Organização das Nações Unidas entende que o adolescente tem idade entre10 a19 anos .

Porém, os adolescentes brasileiros, independente da idade, estão sofrendo a cada dia que passa com a falta de oportunidade. Uma vez que o Estado está perdendo a guerra contra o tráfico de drogas, e a cada dia que passa mais adolescentes viram soldados de um movimento que beneficia gente muito importante, e que deveria estar lutando para mudar essa realidade.

Para se ter uma idéia, o número de adolescentes infratores que cumprem medidas socioeducativas com restrição de liberdade (internação, internação provisória e semiliberdade) cresceu 4,5% no Brasil, entre 2009 e 2010, e já chega a 18.107, aponta um balanço divulgado pela Secretaria de Direitos Humanos.

Contudo, esse número é muito maior se contarmos os que ainda estão aguardando a decisão do Poder Judiciário, e os adolescentes que respondem a outros delitos em regime aberto no país.

O problema não está nas favelas, mas com quem não passa perto dela. Consciência social não é criticar o policial militar, ou o “aviãozinho” do beco, mas é cobrar do gestor público, condições dignas de sobrevivência, moradia, educação e saúde.

O mundo está cheio de pilantras e você os verá nos muros, nos “santinhos” e afins, que estarão por aí para sujar e degradar o meio ambiente. Fiquem espertos, porque o assassino dos adolescentes pode estar na tela da urna eletrônica antes do botão “confirma”.

Até a próxima!

 

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