Os interesses econômicos estão sempre acima da sustentabilidade

Nós, do Libero Social, estamos sempre batendo na tecla por novas matrizes de transporte, que sejam menos poluentes, e menos dependente dos automóveis. Eis que no dia 21/05, o Governo anunciou redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre carros 1.0.

As montadoras como não são bobas, já anunciaram que vão dar descontos nos valores de tabela para os automóveis. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, somando todos os descontos (corte de impostos e redução de tabela), um carro 1.0 vai custar cerca de 10% menos em relação ao preço atual.

Sem falar que o Governo Federal também aumentou o prazo de financiamento. Essas medidas valem até 31 de agosto para tentar estimular a economia. Em contrapartida, as fábricas de carros se comprometeram a não demitir funcionários.

Oras bolas! É realmente necessário estimular a economia por meio dos automóveis? Por que o Governo não estimula a compra de alimentos, por exemplo. As cidades estão cada vez mais cheias de carros, mais caóticas. O número de novos carros nas ruas deve aumentar absurdamente até agosto. 

Assim, mais e mais o transporte coletivo está fadado ao segundo plano. Fadado também está o futuro de nossas cidades, que cada vez mais estarão reféns dos automóveis e respirando a fuligem negra dos mesmos.

Esses dias escutei uma frase que me fez refletir: “eu prefiro não pagar o condomínio do meu prédio para ter e manter o meu carro”. Cada um tem o direito de pensar o que quiser, mas até onde vai a nossa dependência sobre os automóveis?

Antes de comprar um carro, pense na sociedade e no planeta!

Até a próxima!

 

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