Hortas urbanas matam a fome da população africana

Apesar de toda a violência e caos que se arrasta durante séculos, a população africana está migrando para os grandes centros urbanos. Esse fenômeno está causando um novo problema: como alimentar tanta gente? A solução pode estar no quintal.

O relatório Cultivando cidades mais verdes na África, divulgado recentemente pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação(FAO), revelou que a horticultura urbana, como jardins em casas, escolas, comunidades e mercados que produzem frutas e vegetais alimentam milhares de africanos.

A pesquisa se baseia em estudos de caso de 31 países da África, descobriu que a horticultura urbana em 10 países já é a mais importante fonte produzida localmente de produtos frescos. Porém, esta prática tem crescido sem o apoio dos governos locais.

O relatório aconselha que os governos realizem um zoneamento e proteger a terra e água para horticulturas, além de incentivar os produtores a adotar um modelo de agricultura que vai aumentar a produção preservando os recursos naturais, aplicando a quantidade certa de pesticidas, sementes e fertilizantes.

O que deve dar certo do outro lado do oceano, pode servir de exemplo para nós, aqui no Brasil. Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) mostrou que 8,5% da população brasileira vivem na condição de extrema pobreza, destes 54% vivem na área urbana. Ou seja, mais de 8 milhões de pessoas passam fome nos meios urbanos. A saída para esse imbróglio pode as ser as horticulturas africanas.

Que tal você começar a pensar numa horta comunitária? Pode ser na escola, no bairro, ou até mesmo no escritório!

Até a próxima!

 

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