Índios Guarani Kaiowá: genocídio anunciado

Anúncio esse que não é veiculado pela grande imprensa, afinal, é preciso manter os anunciantes ricos. E também porque o assassino de Max, da novela Avenida Brasil é mais importante do que o confronto entre índios e fazendeiros.

Na disputa por terras, segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), entidade ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foram assassinados no país 503 índios entre 2003 e 2011. Do total, mais da metade, 279 são do povo Guarani Kaiowá. A foto ao lado representa bem essa guerra.

Aliás, 170 índios Guarani Kaiowá estão acampados na Fazenda Cambará, às margens do Rio Hovy, na cidade de Iguatemi (MS). Nesse contexto, a Justiça Federal de Naviraí (MS) determinou a expulsão de todos eles. Uma vez que estão instalados em “propriedade particular”

Diferente do “Movimento dos Sem Terra”, os índios foram expulsos das terras que eram deles, de reservas que eles mesmos protegiam e se criavam. É como se o governo te expulsasse da casa onde você mora, para que outra pessoa entre e transforme num bordel. Ou seja, vai destruir, vai ganhar dinheiro com a sua casa e você estará na rua da amargura.

Como não há mais lugar para onde ir, o grupo de indígenas escreveu uma carta. Leia um trecho: “(…) Estamos aqui acampados a 50 metros do rio Hovy onde já ocorreram quatro mortes, sendo duas por meio de suicídio e duas em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas. (…) Pedimos ao Governo e à Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas decretar nossa morte coletiva e enterrar nós todos aqui. Pedimos para decretar nossa extinção/dizimação total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar nossos corpos. Este é o nosso pedido aos juízes federais (…)”.

Se eles cometerão o suicídio ou vão lutar até morrer por suas terras, isso não importam, mas sim, o fato de que eles vão morrer se nada for feito. Se você tem um pouco de consciência, divulgue essas informações e assine a petição Salvemos os índios Guarani-Kaiowá – URGENTE!. O documento, que já ultrapassou 60 mil assinaturas será enviado à presidenta do Brasil, Dilma Rousseff; à Justiça Federal; e ao governador do mato Grosso do Sul, André Puccinelli. É o mínimo que podemos fazer!

Até a próxima!

 

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