Pedágio urbano volta assombrar os paulistanos

Ontem (6), o Jornal Folha de São Paulo publicou uma matéria com o título “Apenas 1% dos paulistanos quer pedágio urbano, aponta Datafolha”. O título é um tanto quanto óbvio, se refletirmos que há uma cultura pelo carro em São Paulo.

Até hoje, nenhum prefeito teve a coragem de instituir o pedágio urbano e Fernando Haddad também não o fará. Até porque é uma atitude extremamente antipopulista. O que é uma baita burrada para a metrópole. O pedágio faria diminuir a circulação de automóveis nas ruas, uma vez que os motoristas pensariam duas vezes antes de sair de casa com suas quatro rodas.

A matéria assinada pelo jornalista Evandro Spinelli mostra a pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Datafolha, em que a maioria dos entrevistados acredita que a melhor solução para São Paulo é aumentar a rede e melhorar a qualidade do metrô e do ônibus.

É uma lógica simples, mas enquanto as pessoas continuarem a priorizar o carro, pouca coisa mudará no dia a dia da cidade. O caos que é pegar um ônibus ou metrô só será avaliado pelas autoridades, quando reuniões importantes tiverem que ser desmarcadas ou quando a cidade realmente travar.

Mas há uma luz no fim do túnel. Nessa mesma pesquisa, 7% dos entrevistados afirmaram que uma boa solução para o transito paulistano é aumentar para duas vezes na semana o rodízio de carros. Podemos dizer que há 8% de paulistanos conscientes sobre o trânsito.

Outra informação importante vem de Fernando Haddad, que comunicou recentemente, que o fim da cobrança pela inspeção veicular só acontecerá, se acontecer, em 2014. Torcemos para que isso não aconteça, uma que quem vai pagar essa conta são todos os contribuintes de São Paulo, não só aqueles que andam com por aí com seus automóveis.

A capital paulista está cheia de carros, são mais de 7 milhões de veículos. Portanto, se há algo em São Paulo que precisa de restrição são os carros. Que me desculpem os críticos, andar de carro não é um luxo, mas sim uma maneira de estragar ainda mais a bela São Paulo.

Você já leu nosso outro texto sobre o pedágio urbano? Então clica aqui!

Até a próxima!

 

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