Fernando Haddad cumpre promessa e joga no lixo R$ 180 milhões

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O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) anunciou ontem (5), uma de suas promessas de campanha sobre o transporte da capital. Infelizmente não é a implantação de mais de 150 quilômetros de faixas somente para ônibus, mas sim a devolução do dinheiro para quem pagou a taxa de inspeção veicular, o que gira em torno de R$ 180 milhões.

Ou seja, todo esse dinheiro, que iria para os cofres públicos municipais e ajudaria na construção dos próprios corredores de ônibus, voltará para os donos dos automóveis. Esses por sinal devem estar radiantes, afinal de contas é uma taxa a menos e mais um estímulo ao carro, nesta cidade onde não cabe mais nenhum veículo de quatro rodas.

Infelizmente, a cidade anda (ou está parada no trânsito) contra a tendência das grandes cidades, que é a de deixar o carro de lado, para privilegiar meios de transporte coletivo ou individuais sustentáveis, como as bicicletas. A atitude de Haddad não tem origem administrativa, mas sim eleitoreira, uma vez que o PT ganhou muitos pontos com a classe média, apaixonada por carro. Infelizmente, mais uma vez, um assunto tão importante como o transporte é tratado com medidas políticas e não como eficiência de gestão.

O Brasil é um país que estimula a compra de automóveis até com a diminuição de impostos. Só que essa diminuição faz com que o governo aumente impostos em outras atividades, dessa forma, um imposto que deveria ser pago apenas pelos motoristas, passa a ser pago por quem também já paga as abusivas tarifas do transporte coletivo. A taxa de inspeção possuía muitos defeitos, mas era uma forma dos donos de carros sentirem no bolso, o dinheiro ir para a construção de faixas de ônibus, por exemplo.

Enfim, vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos. Mas enquanto isso, é bom lembrar das promessas que Haddad fez durante sua campanha o transporte: ampliação do Bilhete Único, com opções diárias, semanais e mensais, ao custo de R$ 140 ao mês, R$ 70 para estudantes; recuperar os atuais corredores de ônibus  e construir 150 quilômetros de vias exclusivas para esse tipo de transporte público; implantar mais 150 quilômetros de faixas somente para ônibus. Pois é, até o momento nenhuma dessas medidas foi anunciada.

 

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