Praça Roosevelt está “detonada”. De quem é a culpa?

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O jornal Agora São Paulo publicou uma matéria hoje (28) com o título: “Reinaugurada há 5 meses, Roosevelt já tem bancos e piso quebrados“. No início de janeiro, um grupo de skatistas e um grupo de agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM), um deles a paisana, protagonizou um confronto em plena praça, que ainda estava novinha.

O Libero Social, divulgou, num texto meu, Rafael Sampaio, “Os dois lados da ação da GCM na Praça Roosevelt“. Não somente eu, mas os criadores do site, Bruno Piesco e Leonardo Oliveira, foram muito criticados pela publicação do texto. Contudo, para espanto ou não, o que eu disse naquele texto acontece hoje. A praça está depredada e segundo a reportagem, idosos que vivem próximo ao local tem medo de freqüentar um dos cantos mais charmosos do Centro.

Semanas depois do incidente na Praça Roosevelt, o skatista Bob Burnquist, diga-se de passagem, um dos esportistas mais importantes nessa modalidade, afirmou ao jornal Folha de São Paulo, que a praça não é um lugar para a prática do skate.

A praça está completamente depredada, desde os corrimãos, passando pela sinalização para deficientes visuais, até os bancos e as pichações. De quem é a culpa por esse verdadeiro estado deplorável de um equipamento público?

Com certeza não são os idosos, que destroem o que eles consideram uma extensão da casa deles. Enquanto não houver limites para esses jovens e até marmanjos, viveremos em uma cidade caótica, feia e suja.

O senhor subprefeito da Sé, Marcos Barreto, é quem deveria observar esse tipo de realidade, que deveria zelar, com um verdadeiro síndico pelas dependências do Centro da cidade. Se a melhor solução é construir uma pista de skate, que assim o faça, mas hoje é preciso respeitar um patrimônio público que foi construído há mais de 50 anos.

O problema é que não adianta passar a mão na cabeça dos skatistas. A GCM pode e deve atuar na praça, e se necessário tomar atitudes impolulistas. A cidade é de todos, mas quando uma parte destrói o que é do outro, essa parte deve ser privada de utilizar o que é de todos.

E que venham os demagogos defender os destruidores de praça!

*Rafael Sampaio é administrador de empresas, paulistano, mora próximo a Praça da República, tem 62 anos, avesso as redes sociais e possui olhar crítico aos detalhes da cidade.

 

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