Acusada por corrupção, bispa pode assumir cargo do pastor Marco Feliciano

antonia

Apesar de já ter dito que só a morte o fará deixar a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, o demoníaco pastor Marco Feliciano (PSC-AC) deve renunciar ao cargo, o motivo é que os especialistas políticos chamam de “insustentabilidade política”. No lugar dele deve assumir sua vice, Antônia Luciléia Ramos Câmara (PSC-AC).

Na realidade é como trocar seis por meia dúzia, uma vez que se o infeliz Feliciano é o rascunho do ser humano mais retrógado e boçal já conhecido na Câmara a Federal. Sua possível substituta é uma bispa sem escrúpulos, acusada de crimes absurdos e por ser conhecida pelo típico estereótipos de vilã, que engana cristãos humildes para enriquecimento próprio.

Para se ter uma ideia, em setembro de 2010, a candidata a deputada foi indiciada pela Polícia Federal (PF) por crime eleitoral. Na época, o superintendente da PF no Acre, delegado José Carlos Calazane, Antonia foi indiciada sob acusação de crimes de doar dentaduras, óculos, motores e combustíveis, elaborar lista de eleitores (que caracteriza o crime de corrupção eleitoral), movimentação financeira clandestina (cerca de R$ 472 mil oriundos de Manaus), entre outros crimes.

A deputada Antônia Luciléia Ramos Câmara é esposa do deputado federal Silas Câmara (PSC-AM). O bispo Silas (esse nome é fogo) foi indiciado pelo Ministério Público Federal por crime de falsificação de documento público e uso de documento falso. Além de ser acusado por peculato e também é investigado por desviar recursos destinados ao pagamento de funcionários de seu gabinete.

A família Câmara comanda na região Norte a Igreja Assembleia de Deus. É proprietária de emissoras de rádio e televisão, escolas e universidade, e da Fundação Boas Novas, com ramificações de negócios no Rio de Janeiro e São Paulo. Desde 2004, a PF do Amazonas investiga suposto crime de lavagem de dinheiro e remessa ilegal de recursos da Igreja para o exterior.

Quando a bispa Antônia assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos, que pode acontecer amanhã ou daqui uma semana, mas vai acontecer, essas e outras informações irão surgir. Outra avalanche de críticas deve acontecer, e aí, esperasse que um nome mais consistente assuma a Comissão de Direitos Humanos e que ela volte a ser, de fato, uma comissão importantíssima para o Brasil.

No final, talvez todo esse imbróglio que começou com o capetinha Feliciano pode beneficiar os direitos humanos.

 

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