Roubaram a lagosta e prenderam o paulistano

Juliodemesquita

A Praça Julio de Mesquita, no Centro de São Paulo, já foi um dos cenários mais carismáticos da cidade, inaugurada nos de 1920 é, sem dúvida, um marco das transformações que cidade vivia. O tempo degradou suas estrutura, os componentes hidráulicos e a “praça das lagostas” ficou sem as lagostas depois do roubo das peças de bronze. Foi aí, que Adoniran Barbosa escreveu “Roubaram as Lagostas”.

A “Fonte Monumental” foi ficando esquecida e cada vez mais degradada e sempre desligada. Hoje, no século XXI, a Praça ganhou uma cara nova. As lagostas de bronze foram substituídas por lagostas de resina plástica e foram instaladas placas de vidro transparentes em volta do monumento. A intenção é a mesma do ex-prefeito Jânio Quadros, na década de 1980, proteger o patrimônio público (na época instalou grades).

Durante um período as grades foram retiradas (por ação do tempo, vandalismo ou mesmo intenção, não se sabe ao certo). O que se viu foi uma série de vândalos roubando, destruindo, poluindo, com seus coliformes fecais e urina e tomando banho, numa praça que já foi sinônimo de evolução.

A atitude de preservar a praça com os vidros é nobre, mas nos faz refletir de quem estamos reféns. Nós temos que coibir a presença de vândalos, mas sem prejudicar a convivência do paulistano de bem com a sua própria história. A solução seria “doutrinar” os vândalos, coibi-los com a guarda metropolitana, mas não cercar o direitos do cidadão de conviver com a praça.

Infelizmente, o paulistano está cada vez mais acuado e enquanto implantarmos atitudes com essa, seremos sempre reféns daqueles que não fazem o bem.

 

Comente com sua conta do Facebook

comments

DEIXE UMA RESPOSTA