17 de junho: o dia em que São Paulo parou

17062013ponteestaiada

Ontem (17), a cidade de São Paulo viu milhares de pessoas, um número próximo a 100 mil (contrariando a grande imprensa e pelas minhas contas), que se apropriou das principais vias da cidade, para reivindicar, não só os vinte centavos, mas a mudança no Brasil, que tanto almejamos.

Esta segunda-feira ficará marcada para sempre na vida das pessoas que foram as ruas e na história deste País, sobretudo na cidade e no Estado de São Paulo. A esperança é que a tarifa de ônibus seja diminuída, que outros assunto em voga, sejam reivindicados nas ruas e que esses consigam êxito.

Quando de fato, as pessoas tomarem o poder, as mobilizações sociais se fizerem presentes, pressionando o poder público a se trair nos princípios baixos e chulos nos quais estão acostumados, o Brasil, verdadeiramente, se tornará um lugar descente para se viver.

É lógico, que a mobilização social vai acontecer gradualmente e de forma permanente, até que chegue o momento em que as mudanças ocorram na urna e que, efetivamente, seremos representados no governo como desejamos. Mesmo assim, a população não pode adormecer e a cada indício de irregularidades éticas, o “gigante” deve agir.

Não podemos esquecer do Mark, que indiretamente, ajudou os manifestantes a cativar, mobilizar e fazer crescer esse movimento. É a primeira grande manifestação, no Brasil, que surgiu a partir das Redes Sociais, em especial o Facebook. Apesar de eu ser avesso a tudo isso, é inquestionável sua importância para as futuras manifestações como é esperado.

A Polícia Militar do Estado de São Paulo e os manifestantes deram uma lição de civilidade. O incidente que aconteceu no Palácio dos Bandeirantes foi um caso isolado, criado por baderneiros e PM soube se comportaram muito bem.

Os policiais, assim como os manifestantes, são cidadãos. Depois de conversar com alguns deles, tenho a impressão de que, quando esses agentes públicos tiverem a consciência de que eles são afetados pelas decisões dos governantes e se juntarem aos manifestantes, criando uma massa impossível de ser abalada, o político brasileiro vai repensar sua carreira.

Em meio a tudo isso, uma impressão pessoal: foi espetacular e emocionante andar pelas ruas, onde circulam carros e não se sentir um intruso, numa cidade feita para os carros e não para as pessoas. Andei do Largo da Batata até a Ponte Estaiada e senti, como há tempo não sentia, que a cidade não é tão grande e tão inacessível. Que esses jovens tenham esse gostinho e que se apropriem da cidade como um todo.

 

Comente com sua conta do Facebook

comments

DEIXE UMA RESPOSTA