Conheça um pouco mais sobre os deputados que votaram a favor da PEC 37

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Os deputados federais derrubaram na noite desta terça-feira (25) o Projeto de Emenda Constitucional número 37/2011, conhecido como PEC 37. A proposta previa tirar do Ministério Público o poder de investigação. Ao todo, foram 430 votos pela derrubada da PEC, nove favoráveis à proposta e duas abstenções. Com a derrubada, o texto da proposta será arquivado.

As manifestações contra a PEC foram muitas e decisão foi populista, lógico, mas que resultou num bem para o Brasil. Vale ressaltar que a proposta recebeu a adesão de 207 parlamentares, antes de ir a votação.

Conheça um pouco mais sobre os deputados que votaram a favor da PEC e dos que se abateram e muitos com pendência no Superior Tribuna Federal.

A favor

Lourival Mendes (PTdoB-MA)
Delegado no Estado do Maranhão é o autor da PEC 37 e um dos idealizadores de um plebiscito para a criação do Estado do Maranhão do Sul, como mais um ente da Federação para receber recursos financeiros.

Mendonça Prado (DEM-SE)
Juntamente com dois funcionários públicos está sendo acusado de improbidade administrativa pelo Ministério Público Federal de Sergipe.

Bernardo Santana de Vasconcellos (PR-MG)
O Supremo Tribunal Federal (STF) processa o líder do PR na Câmara dos Deputados e presidente do diretório mineiro do partido, deputado federal Bernardo Santana de Vasconcellos, por crimes tributário e ambiental. O parlamentar foi um dos principais articuladores da campanha pela aprovação do Código Florestal, liderando um grupo de sete partidos em prol das alterações no setor em favor dos ruralistas.

Valdemar Costa Neto (PR-SP)
Condenado na Ação Penal 470 no STF, o processo do mensalão, o deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP) apresentou recurso ontem (29) ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi condenado a sete anos e dez meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, além de pagamento de multa que supera R$ 1 milhão.

Eliene Lima (PSD-MT)
Responde no STF a ação penal 545 e a três inquéritos (2667, 2678 e 2950), todos por crimes eleitorais. Cassado em 2010 pelo TRE-MT, por compra de votos e gastos ilícitos na campanha eleitoral de 2006, o deputado recorreu ao TSE para reverter a condenação, que pode enquadrá-lo na Lei da Ficha Limpa. Ele foi acusado de distribuir combustíveis para eleitores de Tangará da Serra (MT).

João Campos (PSDB-GO)
É autor do projeto apelidado de “Cura Gay” (Projeto de Decreto da Câmara 234. ). O deputado também ocupa um imóvel do empresário Maurício Sampaio — acusado pela Polícia Civil de Goiás de ser o mandante do assassinato do radialista Valério Luiz de Oliveira, como foi noticiado pelo jornal goaino Opção. Após a votação, publicou em seu Twitter que o PSDB havia votado contra, note que ele é do PSDB.

Abelardo Lupion (DEM-PR)
Responde à ação penal 425 no STF por crime eleitoral.No processo, que tramita no STF desde 2007, Lupion foi acusado pelo Ministério Público Federal por inconsistências na prestação de contas de sua campanha para o Congresso Nacional em 1998.

Sérgio Guerra (PSDB-PE)
Foi acusado de pertencer ao esquema de corrupção que ficou conhecido como “anões do orçamento”, mas foi absolvido.

João Lyra (PSD-AL)
É réu no STF em ação penal. O Ministério Público Federal (MPF) acusa o deputado de manter trabalhadores em condições análogas à escravidão em uma fazenda de cana-de-açúcar em Alagoas. As irregularidades teriam sido descobertas durante fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2008.

Abstenções

Paulo Cesar Quartiero (DEM-RR)
Ele foi acusado de constrangimento ilegal, ameaça, incitação ao crime, dano, formação de quadrilha e desobediência a autoridades em razão de ter comandado protestos, em 2005, contra a retirada de não índios da área indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Mas o STF rejeitou a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR).

Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP)
Um assessor dele é acusado de receber propina de donos de bingos de São Paulo.

 

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