PM paulista chama “mãe de santo” e revive momentos da Ditadura Militar

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O que aconteceu ontem na cidade de São Paulo foram momentos de horror. A Polícia Militar do Estado de São Paulo (PM) encarnou o período da Ditadura Militar e agiu com violência desnecessária e criminosa contra os manifestantes. Se o soldado da PM, Valderlei Vignoli, agiu com prudência e sensatez após os ataques desferidos a ele na última quarta-feira (12), o comando da PM e seus subordinados mostraram-se perversos no cumprimento do dever.

Podemos estar vivenciando um novo passo para a cidade de São Paulo, o Estado de São Paulo e até mesmo no Brasil. Se a redução da passagem não acontecer, o que deve acontecer, essas manifestações encorajarão os brasileiros a lutar pelos seus direitos.

O Libero Social é ferrenho ao defender policiais militares, inclusive defendeu com afinco o soldado Vignoli, mas a cenas que se viram ontem foram de homens armados atirando e repreendendo pessoas que estão lá para lutar por melhores condições de vida.

A truculência desnecessária, a encenação de colchões pegando fogo, vidros de viaturas quebrados, bloqueio de estações de metrô, são ações de agente públicos da Ditadura Militar. Há casos de pessoas que foram encaminhadas para a Delegacia por portarem vinagre (substância que anula o spray de pimenta e o gás lacrimogêneo), como se não pudéssemos nos defender das ações policiais de forma pacífica, uma vez que é uma substância legal, muito utilizada em saladas, por sinal.

A PM paulista errou e, dessa vez, foi ela que incitou a violência e interferiu no direito do cidadão de bem de ir e vir.

Que as manifestações continuem que mais gente apareça e que paremos, de uma vez, a cidade que nunca para!

 

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