Os Libelu estão de volta

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Durante o período da Ditadura Militar, surgiu dentro da USP e da PUC-SP um grupo revolucionário chamado Liberdade e Luta ou Libelu, que ganhou adeptos de outras universidades importantes. O grupo era formado por filhos dos novos burgueses (na maioria imigrantes), que foram educados nos melhores colégios paulistas. Orgulhosos por deferem e idolatrarem o comunismo russo, falavam da causa operária, como se eles mesmos tivessem, algum dia, sido empregados do Matarazzo.

O fato é que figuras ilustres, como Luiz Gushiken e Antônio Palocci (ativistas do Libelu) foram membros importantíssimos do governo petista, e na juventude, defendiam os interesses do proletariado em discussões calorosas, banhadas por um bom vinho tinto importado. Depois de tantas “revoluções”, alguns escândalos e de se lambuzarem como o melado do governo federal, ambos estão afastados da política.

Recentemente, vimos a maior mobilização por reivindicações dos últimos 20 anos. Foi muito comum ver estudantes de escolas como Santa Cruz, Rio Branco e universidades com a FGV e a própria PUC, defenderem as causas sociais, os interesses dos pobres e a crítica ferrenha aos governos, principalmente, ao governo do Estado de São Paulo, comandando pelo tucano Geraldo Alckmin.

O mais engraçado é que, quando um desses estudantes, bem criados, inclusive com experiências no exterior e defensores do famigerado proletariado, recebe uma proposta para trabalhar em alguma multinacional ou em algum órgão do governo estadual, eles estão prontamente aptos para começar a trabalhar. Veja! Para nossa surpresa, ainda defendem o pavilhão que faz pingar os Reais tão necessários para ir ao teatro e comer aquela pizza da Speranza.

As mobilizações por um Brasil melhor foram lindas, ainda há reverberações e muito ainda será feito. Mas os jovens precisam estar realmente conscientes das suas escolhas, bradar críticas ao sistema, mas quando são absorvidos por ele, beneficiando-se dele, o discurso muda. É a velha história do funcionalismo público: todo mundo odeia funcionário público, mas todo mundo quer uma “boquinha”.

Fiquem atentos! Os Libelu estão de volta! Os pseudo comunistas e defensores dos pobres estão aí, a solta, esperando por um cargo de confiança, um subemprego na máquina pública ou em alguma grande empresa cheia de benefícios!

 

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