Papa Francisco passa pelo Brasil e deixa seu legado

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O Papa Francisco esteve no Brasil durante seis dias, nesse período, o líder da Igreja Católica teve contato com pobres, presidiários, usuários de drogas, e claro, os jovens que participam da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Tudo isso encantando o povo brasileiro com um jeito simples e afetuoso.

A passagem do Papa pelo Brasil foi um verdadeiro fenômeno, que até para os não católicos, como eu, deixou saudade. Contudo, o mais importante nessa visita foram as palavras de amor e de esperança proferidas para um povo sedento por mudanças. Na edição do último domingo (28), o Fantástico exibiu a reportagem do Gerson Camarotti, jornalista da Globo News, em que o Papa concedeu sua primeira entrevista. Além das palavras de amor e esperança alguns pontos citados durante a entrevista devem ser lembrados.

Francisco exigiu de todos os sacerdotes mais simplicidade, disse que a Igreja Católica está longe das pessoas e que respeita as outras religiões e, que neste momento, é de suma importância que as religiões estejam unidas para que nenhuma criança morra de fome e que nenhum jovem ou idoso morra sem atendimento médico. Essa é uma declaração importante, porque o catolicismo é uma das religiões mais ricas do mundo e seu membros são conhecidos pelo luxo e riqueza de seu dia a dia

Com sem olhar bonzinho, suas palavras doces e simpáticas, o primeiro Papa latino americano esteve a vontade, falando, de forma verdadeira, o jeito dos jovens, como preconiza a JMJ. Jovens esses em que o Papa se apóia nas mudanças. “O jovem que não protesta não me agrada”, afirmou o pontífice, que ainda completou. “Os jovens devem ser escutados”.

Parece claro, um recado as manifestações que acontecem no Brasil, sobretudo em São Paulo e no Rio de Janeiro. Disse ainda temer que os jovens sejam manipulados, e aí, eu acho que vai uma crítica aos partidos políticos, que utilizam do inconformismo juvenil, para cooptar votos e permanecer no poder.

“Feroz idolatria do dinheiro”. Foi com essa frase que o Papa resumiu o principal câncer da sociedade. Segundo ele, a sociedade por causa do dinheiro, exclui jovens e idosos, porque eles não “produzem”, não multiplicam o dinheiro. E ainda segundo ele isso, deveria ser o contrário, porque os jovens são o futuro e os idosos são experiência que deve ser consultada para que mais erros não sejam cometidos.

Não hesitou em falar na entrevista ao Fantástico, que a Igreja precisa ser reformada e que isso deve ser constante. Porém, temas como o aborto, o casamento gay e distribuição dos lucros da igreja não fizeram parte da entrevista. Contudo, durante o vôo de volta para Roma, Francisco concedeu sua segunda entrevista e aí, temas como o homossexualismo foi perguntado e a resposta foi bastante “modernosa”. “Se uma pessoa é gay e busca Deus, quem sou eu para julgá-la?”, disse o Papa.

Em suma, a visita de Francisco foi bastante positiva. Os pontos negativos ficaram para o pessoal da Marcha das Vadias e para os homossexuais. Longe de mim ser um católico fervoroso e moralista, que nem religião tenho, mas esse pessoal que destruiu imagens santas para os católicow e se masturbou com crucifixos, cometem um ato criminoso, que choca a sociedade e o bom velinho, que parece estar caminhando para uma Igreja mais moderna. Atitudes como essa, infelizmente, só denigrem e criam mais preconceito com os homossexuais.

 

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