Drogas: A escravidão do século XXI

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É incrível que nos dias de hoje ainda existam regimes de escravidão.

Ai você me pergunta: onde? Cadê esse povo escravo que não vejo?
Ele está ali, numa pessoa aprisionada pelo uso abusivo de drogas.

Esse povo está diante dos nossos olhos, ou talvez pior: nossos olhos estão no meio desse povo, somando-se a eles, e não sabemos…

Quem tem um dependente químico em casa ou conhece de perto um, sabe que a galera vive num mundo que para elas é o real, é o mundo da verdade, mas na realidade elas estão presas em mundos que usam o sistema nervoso das pessoas para a falsa fantasia do mundo real.

É o uso abusivo de drogas que leva ao vício e a sensação de liberdade (cigarro, bebidas alcoólicas, maconha, cocaína, etc), mas, que nada tem a ver com liberdade, e sim com escravidão, prendendo as pessoas a uma falsa sensação de liberdade.

A escravidão das drogas leva a outros problemas, dentre eles está o roubo que, infelizmente, tem se tornado frequente. Ao falarmos em roubo, não nos referimos apenas ao furto de objetos dentro de casa: e sim de casos mais sérios, furto de celular, notebook, bicicleta etc. e assaltos à mão armada nas ruas.

É inquestionável que a droga gera a violência, a problemática das drogas já conhecemos. Mas, temos dificuldades em lidar com ela. O que percebemos, porém, é que a cada dia nossos jovens estão começando mais cedo, e não há dúvidas de que há adultos que “patrocinam” isso.

Sabemos da existência da droga, sabemos quem são os envolvidos, mas muitas vezes nos sentimos incapazes de agir, pois as raízes do problema estão fora do nosso alcance.

De nada adianta criar projetos, investir no combate as drogas, se o elemento mais importante, a sociedade, está alheia a tudo isso. Infelizmente alguns pais se afastam mais a cada dia de seus filhos, o sucesso da prevenção e combate às drogas não depende apenas do governo.

É urgente que estes Pais mudem de postura. Nossos adolescentes necessitam de orientação, o que falta para que todos os objetivos sejam alcançados é educa-los para serem pais e assumirem seu papel na educação de seus filhos.

Vou terminar com uma frase do ex-jogador de futebol Casagrande. “Eu quero viver como eu vivo hoje. Eu só não quero continuar sendo escravo da droga”.

Autor do texto: José Bispo da Silva Filho.

 

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